A morte da cantora Nana Caymmi, aos 84 anos, ocorrida na manhã desta quinta-feira (1º), no Rio de Janeiro, gerou grande comoção entre familiares, artistas e fãs. Internada desde agosto de 2024 na Clínica São José, em Botafogo, zona sul da capital fluminense, Nana vinha enfrentando complicações de saúde agravadas por uma overdose de opioides, segundo revelou seu irmão, o músico Danilo Caymmi.
A notícia mobilizou redes sociais e plataformas de imprensa, com diversas homenagens de personalidades do mundo artístico, que exaltaram a grandiosidade de sua trajetória e a força de sua presença na música brasileira.
A atriz Maitê Proença prestou homenagem emocionada:
“Ah, Nana! O céu vai entrar em festa a hora que você chegar cantando. E depois imagino os reencontros, com tantos amigos que você vai botar pra rir com aquelas tiradas inigualáveis. Vai na luz, queridona.”
A autora de novelas Glória Perez destacou a dimensão artística e humana da cantora:
“Grande em sua arte e grande em sua humanidade também. Nana, amiga querida, irmã, vou morrer de saudade do seu canto, da sua irreverência.”
O escritor e dramaturgo Walcyr Carrasco afirmou:
“Hoje a música brasileira silencia por um instante em respeito à partida de Nana Caymmi. Que sua voz siga ecoando onde houver saudade. Meus sentimentos à família, amigos e admiradores!”
O cantor Djavan, também amigo pessoal de Nana, lamentou profundamente:
“O Brasil perde hoje uma de suas maiores cantoras, e eu, uma amiga. Descanse em paz, Nana querida. Vamos sentir muito sua falta. Sua voz continuará a tocar nossos corações.”
A cantora Alice Caymmi, sobrinha da artista, resumiu a dor da perda com uma frase curta e intensa publicada nos stories do Instagram:
“Dor indescritível. Perda irreparável.”
Em vídeo publicado nas redes sociais, o irmão Danilo Caymmi relatou os difíceis últimos meses vividos por Nana. Segundo ele, a artista passou nove meses internada em UTI, enfrentando um quadro de saúde frágil, com diversas comorbidades, entre elas arritmia cardíaca, obesidade e um caso de osteomielite.
“Ela penou nove meses de sofrimento intenso dentro de uma UTI de hospital. Estamos todos muito tristes”, disse, visivelmente emocionado.
Trajetória marcante na MPB
Nascida em 1941 no Rio de Janeiro, Nana Caymmi era filha do icônico compositor baiano Dorival Caymmi e de Stella Maris. Teve início na música nos anos 1960, mas foi a partir da década de 1970 que consolidou sua carreira como uma das maiores intérpretes da MPB, com uma voz grave, emotiva e inconfundível.
Ao longo de sua carreira, lançou mais de 20 álbuns e eternizou canções como “Resposta ao Tempo”, “Mudança dos Ventos”, “Cais” (de Milton Nascimento) e “O Que É, O Que É” (de Gonzaguinha), deixando uma marca profunda na história da música brasileira.
Nana Caymmi deixa três filhos, duas netas e um legado artístico inestimável, celebrado por diferentes gerações. Sua ausência será sentida, mas sua voz permanecerá viva na memória afetiva do país.