Pela primeira vez desde o início da série histórica do IBGE, caiu o número de crianças de 10 a 13 anos que possuem telefone celular. A principal razão apontada pelas famílias para não dar o aparelho aos filhos passou a ser a preocupação com privacidade e segurança.
Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada nesta quinta-feira (2) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Em 2025, 55,2% das crianças entre 10 e 13 anos tinham celular, uma queda de 1,5 ponto percentual em relação ao ano anterior. Entre aquelas que não possuem o aparelho, 32% dos responsáveis disseram que a decisão está relacionada à segurança e à privacidade, percentual que quase dobrou desde 2022.
Segundo o IBGE, essa mudança de comportamento acompanha o aumento da preocupação com a exposição de crianças nas redes sociais e também ocorre em meio às restrições ao uso de celulares nas escolas.
A pesquisa também registrou uma leve redução no acesso à internet entre crianças de 10 a 13 anos, passando de 84,9% para 84,4%. Foi a única faixa etária que apresentou queda tanto na posse de celulares quanto no uso da internet.
No restante da população, a tendência foi oposta: o uso de celulares e o acesso à internet continuaram crescendo. Em 2025, 89,8% dos brasileiros possuíam telefone celular e 90,5% utilizavam a internet.