A origem do circovírus identificado nas ararinhas-azuis de Curaçá ainda é desconhecida, e o ICMBio mantém como prioridade conter a disseminação do patógeno, que coloca em risco não apenas a espécie, mas também outras aves da Caatinga.
Segundo o órgão, 31 ararinhas-azuis já testaram positivo em algum momento desta investigação epidemiológica. Diante da gravidade do cenário, especialistas brasileiros e estrangeiros em medicina veterinária vêm sendo consultados para orientar as decisões sobre o manejo dos animais.
As coletas são feitas por equipes especializadas, e o envio das amostras ocorre para laboratórios vinculados a instituições reconhecidas, como o Ministério da Agricultura e Pecuária e a Universidade de São Paulo. O ICMBio afirma que apenas testes mais rigorosos têm sido utilizados para garantir resultados confiáveis. Além do PCR convencional, estão sendo aplicados exames como qPCR, sequenciamento e testes duplicados ou triplicados, prática recomendada por especialistas e respaldada pela literatura científica.
A interpretação dos resultados, porém, não é simples. O órgão alerta que um novo resultado negativo após um teste positivo não significa cura. Isso porque há casos de infecção latente — quando o vírus permanece no organismo sem manifestar sinais clínicos — e de disseminação intermitente, situação em que o animal libera o vírus de forma irregular.
Diante disso, o ICMBio afirma que conclusões precipitadas devem ser evitadas: um resultado positivo não determina a condenação de uma ararinha-azul, mas um resultado negativo também não garante que ela esteja livre da doença. O órgão diz seguir adotando as medidas necessárias e buscando parcerias e técnicas atualizadas para reduzir a gravidade da situação.