Israel afirmou ter realizado um ataque aéreo contra líderes do Hamas em Doha, no Catar, nesta terça-feira (9). A ação, conduzida pelo Shin Bet (agência de inteligência) e pela Força Aérea israelense, teria mirado membros da alta cúpula do grupo, que estavam em reunião na capital catariana.
Um dos alvos, segundo a imprensa de Israel, seria Khalil Al-Hayya, principal negociador do Hamas nas tentativas de acordo de paz com Israel. Embora a imprensa local tenha reportado sua morte, não há confirmação oficial. O Hamas, por sua vez, declarou à agência de notícias Reuters que sua delegação em Doha não foi atingida.
O governo de Israel informou ter avisado previamente os Estados Unidos, que, segundo o canal I24, teriam dado “luz verde” à ofensiva. Após a divulgação da notícia, a Embaixada dos EUA no Catar emitiu uma ordem de abrigo para cidadãos americanos na região. No entanto, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse que o ataque foi “totalmente planejado e executado” por Israel, que tem “total responsabilidade” pela ação.
O Catar, que atua como mediador nas negociações de paz, classificou o ataque como “violação flagrante das leis internacionais” e um “ato covarde de Israel”. Como resposta, o governo catariano suspendeu temporariamente a mediação das conversas. O diretor-geral da ONU, António Guterres, também condenou a ofensiva, afirmando que ela constituiu uma “violação da soberania territorial”.