Júri absolve homem que agrediu genro com 80 chicotadas para defender a filha

Por Redação 20/02/2026, às 14h32 - Atualizado às 11h55

Um homem chamado Luiz Carlos da Silva foi inocentado das acusações de tentativa de homicídio qualificado, sequestro e cárcere privado após ser julgado por um episódio de violência ocorrido em Irecê, no norte da Bahia.

Ele havia agredido o próprio genro, Charles Barreto Durães, em dezembro de 2015, mas o julgamento pelo júri popular só aconteceu quase dez anos depois, em novembro de 2025.

O caso ganhou repercussão nas redes sociais depois que um vídeo em que Luiz Carlos admite a agressão passou a circular amplamente. Em depoimentos registrados pelo Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), ele afirmou que atacou o genro ao suspeitar que a filha, grávida na época, estaria sendo vítima de agressões dentro de casa.

Segundo Luiz Carlos, ele e a esposa estranharam o fato de a filha usar constantemente roupas que cobriam braços e pernas, o que levantou a suspeita de que ela estaria escondendo marcas de violência. Apesar disso, a mulher nunca confirmou oficialmente ter sofrido agressões por parte do marido.

Nos vídeos apresentados no processo, Charles Barreto Durães negou que agredisse a esposa, embora tenha admitido que a empurrou durante uma discussão. Ainda conforme os relatos, somente no período do Natal daquele ano, na zona rural de Irecê, outras pessoas teriam presenciado episódios de violência envolvendo o casal.

Mesmo após toda a repercussão e o julgamento, a filha de Luiz Carlos segue casada com Charles mais de dez anos depois dos fatos.