O advogado e influenciador baiano João Neto foi solto na terça-feira (13) após passar 29 dias preso preventivamente no presídio Baldomero Cavalcante, em Maceió (AL). A detenção ocorreu após ele ser acusado de agredir a companheira no apartamento onde residiam. A decisão da Justiça de Alagoas que revogou a prisão impôs medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica. O processo judicial segue em segredo de Justiça.
No mesmo dia, o advogado teve seu registro suspenso preventivamente pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) na Bahia por 90 dias, prazo máximo permitido. A medida não está diretamente relacionada à prisão, mas sim a um processo ético-disciplinar instaurado anteriormente.
Segundo a OAB, o processo foi motivado por declarações públicas do advogado, feitas principalmente em redes sociais e entrevistas, consideradas “incompatíveis com a dignidade da profissão e com o exercício profissional da advocacia”. A entidade afirmou que as falas repercutiram negativamente em âmbito nacional.
João Neto ganhou visibilidade nas redes com conteúdos voltados para o público interessado em armamento e segurança. Um de seus bordões mais conhecidos é “no coco e no relógio”, expressão usada para se referir a possíveis alvos de disparos de arma de fogo.