Mãe de detento tenta entrar em presídio com massa epóxi dentro de muleta

Por Redação 20/01/2026, às 15h36 - Atualizado às 14h23

Uma mulher de 58 anos foi surpreendida, na última segunda-feira (19), ao tentar entrar no Conjunto Penal de Eunápolis com material de uso proibido escondido dentro de uma muleta. A ação foi detectada pelo scanner corporal BodyScan, equipamento utilizado pela Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização da Bahia (Seap).

De acordo com a Seap, a visitante, mãe de um interno da unidade, transportava uma substância semelhante à “durepox”, massa epóxi bicomponente de alta resistência, geralmente usada para colar, moldar e vedar superfícies. Durante a vistoria, os policiais encontraram porções do material nas cores cinza e branca. A mulher confessou que levou o produto a pedido do filho.

Não é a primeira vez que o Conjunto Penal registra apreensões do tipo. Na semana anterior, outra visitante foi flagrada tentando entrar com material semelhante, escondido nas partes íntimas.

O superintendente de Gestão Prisional da Seap, Luiz Cláudio Santos, explicou os riscos do uso da massa epóxi dentro das unidades.

“Esse tipo de material é usado pelos internos para fechar o ‘cafofo’, um esconderijo de ilícitos dentro da unidade, e também para colar grades que possam ser serradas. Por isso, é fundamental impedir a entrada desse tipo de produto”, afirmou.

Após o flagrante, foram adotadas medidas administrativas cabíveis, incluindo a possibilidade de suspensão do cadastro da visitante. Como se trata de material proibido, mas não ilícito, não houve encaminhamento à delegacia, apenas abertura de procedimento administrativo.

O secretário da Seap, José Castro, destacou a importância do investimento em tecnologias de segurança.

“Essa ocorrência reforça que o investimento em equipamentos fortalece a segurança e moderniza o sistema prisional baiano. Não adianta tentar: a Seap e a Polícia Penal permanecem em vigilância”, disse.