Por Isle Menezes*
Maio é tradicionalmente conhecido como o mês das noivas, marcado por celebrações, cerimônias e pelo imaginário do “felizes para sempre”. Mas, em tempos de aplicativos de relacionamento, independência financeira e relações cada vez mais modernas, será que a geração Z ainda sonha em subir ao altar?
Para entender como os jovens enxergam o casamento atualmente, o Taktá ouviu alguns jovens sobre temas como compromisso, relacionamentos e o futuro amoroso da nova geração.
Entre respostas divertidas, reflexivas e até bem sinceras, muitos universitários afirmaram que ainda desejam casar, e, apesar de viverem uma nova realidade, geração Z ainda sonha com o “final feliz”. Apesar da hiperconectividade rondando a vida da juventude, com exposição em redes e nas mídias, relacionamento ainda é um objetivo na vida dos jovens ao que tudo indica.
“Eu quero tudo, noivar e casar na igreja, cancela isso de assumir só no Instagram”, comentou Maria Luiza Castro estudante de Publicidade e Propaganda. Segundo ela, tudo tem que ser aproveitado. “Do noivado à festa de casamento, a experiência tem que ser vivida com todos os detalhes.” Hanna Moscoso estudante de comunicação destacou: “Quando eu casar, eu vou fazer tudo, festa, noivar… Quero viver tudo, completo”, afirmou.
Apesar da percepção de que os jovens estão menos interessados em relacionamentos duradouros, os números mostram um cenário um pouco diferente. Dados do Censo 2022, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, apontam que a maioria dos jovens formalmente casados no Brasil está na faixa entre 20 e 29 anos. Entre os perfis predominantes estão mulheres, pessoas pardas, evangélicas, de baixa renda e com ensino médio completo.
Outro dado chama atenção: em 2024, os casamentos em que os dois cônjuges tinham entre 20 e 25 anos apresentaram um leve aumento, mesmo diante da queda no total de uniões formais registradas no país.
As mudanças sociais e econômicas podem influenciar diretamente a forma como os jovens se relacionam atualmente. O alto custo das cerimônias, a busca por estabilidade profissional e o medo de relações frustradas podem estar entre os fatores que fazem muitos adiarem o casamento.
Ainda assim, entre memes sobre “traumas amorosos”, boletos e medo de compromisso, uma coisa parece continuar viva entre os jovens: o desejo de viver o casamento, apesar dos novos tipos de relações encontradas nos dias atuais.
E se antes casar era quase uma obrigação social, hoje a decisão parece estar muito mais ligada à escolha individual e ao momento de vida de cada pessoa. E você, ainda sonha em casar?
*com a supervisão do jornalista Thiago Conceição.