A jornalista Wanda Chase morreu entre a noite desta quarta-feira (02) e início da madrugada desta quinta-feira (03), em Salvador, aos 74 anos, após realizar uma cirurgia de aneurisma da aorta no hospital Tereza de Lisieux. Nascida no Amazonas, ela se tornou um dos principais nomes do jornalismo na Bahia, onde atuou como apresentadora, militante do movimento negro e defensora da cultura local.
O sepultamento deve ocorrer no sábado (6), no Cemitério Campo Santo, em Salvador, em decorrência da chegada dos irmãos e familiares vindos de Manaus.
Sua saúde começou a se deteriorar após uma virose contraída durante o Carnaval. Nos meses seguintes, ela desenvolveu uma infecção urinária, seguida de uma infecção intestinal, passando por diversos tratamentos médicos durante o mês de Março.
Na manhã da quarta-feira (2), a jornalista foi orientada a buscar um cardiologista, quando recebeu o diagnóstico de um aneurisma dissecante da aorta, condição grave que exige intervenção imediata. No fim da tarde, foi submetida a uma cirurgia que envolveu a retirada temporária do coração e a utilização de uma máquina de circulação extracorpórea. Durante o procedimento, no entanto, seu corpo não respondeu bem, e o óbito foi confirmado horas depois.
Wanda Chase tinha 47 anos de carreira na comunicação e mais de 45 prêmios conquistados. Ela começou no jornalismo em Manaus, no Jornal A Crítica, e trabalhou em veículos de Recife e Campina Grande antes de se estabelecer na Bahia, em 1991.
Na década de 1980, mesmo antes de fixar residência no estado, já participava ativamente de eventos do Movimento Negro Unificado, como a Noite da Beleza Negra e as manifestações pela libertação de Nelson Mandela. Wanda seria homenageada com o título de cidadã baiana logo após o Carnaval, mas a cerimônia foi adiada devido à sua condição de saúde. Seu trabalho como comunicadora e ativista a tornou uma figura reconhecida no cenário baiano.