O cineasta, escritor e gestor cultural Orlando Senna morreu nesta terça-feira (9), aos 86 anos. A informação foi confirmada pela sobrinha do realizador, Indra Rocha, por meio das redes sociais. A causa da morte não foi divulgada.
Natural da Bahia, Orlando Senna construiu uma trajetória marcante no cinema brasileiro, com destaque para a direção de “Iracema – Uma Transa Amazônica” (1975), ao lado de Jorge Bodanzky, obra considerada um clássico do audiovisual nacional.
Além da atuação como cineasta, Senna teve papel importante na formulação de políticas públicas para a cultura. Foi secretário do Audiovisual do Ministério da Cultura durante o primeiro governo Lula e também dirigiu a Empresa Brasil de Comunicação (EBC), participando da criação da TV Brasil.
Em nota, a Fundação Gregório de Mattos (FGM) lamentou a morte do artista e destacou sua contribuição para a cultura brasileira. “Orlando Senna foi um visionário que compreendeu o cinema como ferramenta de formação, cidadania e desenvolvimento cultural”, afirmou o presidente da instituição, Fernando Guerreiro.
A Secretaria de Cultura da Bahia (Secult-BA) também manifestou pesar e ressaltou o legado deixado pelo cineasta na defesa do audiovisual brasileiro, na formação de novos profissionais e no fortalecimento das políticas culturais.
Ao longo de mais de seis décadas de carreira, Orlando Senna participou de dezenas de produções, escreveu roteiros, dirigiu filmes e se tornou uma das principais referências do cinema nacional.