Nego Di é condenado a 14 anos de prisão por fraudes em rifas e doação falsa

Por Redação 23/06/2026, às 23h39 - Atualizado às 23h39

A Justiça do Rio Grande do Sul condenou o influenciador digital Dilson Alves da Silva Neto, conhecido como Nego Di, a 14 anos e 6 meses de prisão em regime fechado. A decisão, proferida nesta terça-feira (23), o condenou pelos crimes de estelionato, lavagem de dinheiro qualificada e uso de documento falso. O influenciador recebeu, ainda, uma pena adicional de 1 ano e 15 dias em regime semiaberto por promover loteria ilegal.

A acusação apresentada pelo Ministério Público aponta que o influenciador e sua esposa, Gabriela Vicente de Sousa, comandavam um esquema de rifas eletrônicas clandestinas entre novembro de 2022 e maio de 2024. O influenciador utilizava o grande alcance de suas redes sociais para anunciar sorteios de prêmios de alto valor, como dinheiro e um veículo de luxo avaliado em R$ 500 mil.  Gabriela Sousa foi sentenciada a 8 anos e 4 meses de reclusão.

A condenação por uso de documento falso está atrelada à divulgação de uma suposta ação de caridade durante a crise climática de 2024 no Rio Grande do Sul. A Justiça comprovou que o influenciador publicou em suas redes o comprovante falsificado de uma doação de R$ 1 milhão destinada às vítimas das enchentes no estado, quando, na realidade, a transferência bancária efetuada foi de apenas R$ 100.

Na sentença, o magistrado afirmou que as provas evidenciam uma atuação criminosa organizada e com plena consciência de sua ilegalidade. Nego Di, que já está preso, ainda responde a processos paralelos decorrentes de calotes aplicados por meio de sua antiga loja virtual.