Por Julia Lima
O rock baiano tem um espaço fundamental na história do estilo no Brasil. Clássicos eternizados por toda uma geração tornaram o produto do rock na Bahia, mais que músicas, mas criação de identidade, movimento cultural e comportamento social. Nesta segunda-feira (13), o Dia do Rock, o Taktá relembra três nomes baianos que marcaram o desenvolvimento e a consolidação do rock em escala nacional.
Conhecido como “Maluco Beleza”, Raul Seixas surgiu no rock como vocalista da banda Raulzito e os Panteras. Grupo que, já com seu primeiro disco, foi considerado um dos mais relevantes no rock brasileiro, mesmo sem o sucesso comercial.
Como artista solo, Raul deixou um legado inestimável. Com um estilo único, Raul mesclava elementos da música pop brasileira, rock, blues e folk. Nascido em Presidente Epitácio, interior baiano, sua discografia composta por faixas como “Metamorfose Ambulante”, “Ouro de Tolo” e “Sociedade Alternativa”, Raul se consolidou como o pai do rock nacional.
Pitty, nascida em Salvador, é vista como uma das vozes mais marcantes do estilo musical. A cantora conquistou o país já em sua estreia, em 2003, após o lançamento do seu primeiro álbum “Admirável chip novo”, com sua voz marcante e letras poderosas. A artista, que começou a cantar ainda na adolescência, se tornou uma das artistas mais importantes do rock nacional. Suas músicas falam sobre amor, relacionamentos, política e sociedade, sempre com uma mensagem forte e impactante.
Outro nome em destaque é Marcelo Nova, que atuou como vocalista da banda Camisa de Vênus de 1980 a 1987. O grupo se tornou sucesso nacional por ter letras de tom contestador e irreverentes, sempre abordando temas sociais e políticos.
Na atualidade, frutos dos pioneiros do passado, a trajetória do rock baiano fica por conta de artistas como a banda Vivendo o Ócio, firmada como referência do indie rock baiano, com ritmos melódicos e únicos. Malore, na produção de um rock tropical com influências do folk americano, do rock britânico e MPB setentista. Além deles, grupos mais recentes como “Meus amigos estão velhos” e “Trupe Poligodélica de Fatel” caminham para uma maior consolidação no espaço do rock nacional.
Esses artistas demonstram não somente o consumo do estilo musical no contexto baiano, mas principalmente a existência da produção de rock de qualidade na capital.