Raíssa Suellen Ferreira da Silva foi sepultada nesta sexta-feira (13), em Paulo Afonso, no norte da Bahia, sua cidade natal. No mesmo dia em que completaria 24 anos, o enterro foi marcado por homenagens emocionadas, pedidos por justiça e grande comoção popular.
Amigos e familiares se reuniram usando camisetas com a imagem da jovem, levaram flores, cartazes e soltaram balões brancos. O corpo de Raíssa chegou à cidade na tarde de quinta-feira (12) e foi recebido com cortejo da rodoviária até o ginásio esportivo onde ocorreu o velório. O caixão foi coberto com a bandeira do município e uma música escolhida pela família foi tocada durante o trajeto.
“Hoje, 13 de junho, Raíssa completaria 24 anos. Um dia que deveria ser de festa, abraços e sorrisos. Mas, por uma dessas ironias dolorosas da vida, será também o dia do seu sepultamento”, escreveu Natalia Ferreira, irmã da vítima, em uma rede social.
Raíssa desapareceu no dia 2 de junho em Curitiba (PR), de onde se preparava para viajar a Sorocaba (SP), em busca de uma nova oportunidade de trabalho. Uma semana depois, Marcelo Alves — conhecido como Alvez Li Pernambucano — confessou à polícia que matou a jovem após ser rejeitado, utilizando uma abraçadeira plástica, e enterrou o corpo em uma área de mata.
A Polícia Civil do Paraná trata o caso como feminicídio e contesta a versão do suspeito. De acordo com a delegada Aline Manzatto, um laudo preliminar não confirma morte por estrangulamento e indica que Raíssa pode ter sido dopada, já que não foram encontradas marcas de defesa no corpo.
Marcelo chegou a acolher a família da jovem em sua casa e participou das buscas antes de confessar o crime no dia 9. A polícia também investiga a participação do filho dele, Dhony de Assis, de 26 anos, que admitiu ter dirigido o carro usado para transportar o corpo, mas nega envolvimento direto na morte da jovem.