Após a paralisação nas primeiras horas da manhã, os ônibus começaram a sair das garagens por volta das 8h em Salvador. A liberação ocorre com atraso de cerca de quatro horas em relação ao horário habitual, já que a operação do transporte público normalmente tem início às 4h.
A mobilização atingiu duas garagens, G1 Plataforma, no Subúrbio, e OT Trans, em Pirajá, e impactou principalmente moradores de regiões mais afastadas. No Subúrbio Ferroviário de Salvador, uma das áreas mais prejudicadas, muitos usuários ficaram sem transporte nas primeiras horas do dia, período de maior fluxo para trabalho e estudo.
Apesar do início da liberação, a circulação ainda ocorre de forma gradual, e a normalização completa do serviço pode levar algumas horas. Como as demais garagens seguiram operando, parte da frota já estava nas ruas.
A Secretaria de Mobilidade de Salvador (Semob) informou que acompanha a situação e mantém a possibilidade de reforço com veículos do sistema complementar, os “amarelinhos”, para reduzir os impactos.
A paralisação foi motivada pelo impasse nas negociações da campanha salarial da categoria, que inclui reivindicações econômicas e também questões relacionadas à saúde mental dos trabalhadores, como a redução da carga horária e revisão das escalas.