Missionário mirim Miguel Oliveira critica ataques e cita agressão: “Bandidinho”

Por Redação 06/06/2025, às 18h33 - Atualizado às 18h08

O jovem missionário Miguel Oliveira, de 15 anos, voltou a se manifestar publicamente após a onda de críticas e controvérsias que o cercam desde que ganhou notoriedade com suas pregações nas redes sociais. Em entrevista ao podcast PodCrê, ele falou sobre os impactos da fama precoce, os ataques direcionados à sua família e o significado do bordão que virou meme: “Off The King, The Power, The Best”.

Miguel, que ficou conhecido por vídeos de cultos evangélicos com grande repercussão online, teve sua atuação religiosa interrompida em abril deste ano, após decisão do Conselho Tutelar que o proibiu de pregar em igrejas e eventos por tempo indeterminado. Desde então, ele e seus familiares têm enfrentado episódios de hostilidade pública. “Minha mãe foi ao salão fazer as unhas e duas mulheres passaram dizendo: ‘Essa aí é a mãe do bandidinho’. Ela voltou pra casa chorando. Dói ouvir isso, mas a Bíblia diz que seremos perseguidos por amor a Cristo”, contou.

Durante a entrevista, Miguel também abordou a origem do bordão que viralizou nas redes. Segundo ele, a expressão surgiu durante uma profecia em que falava sobre um casal com dificuldades para viajar aos Estados Unidos. A fala, feita em um inglês improvisado, acabou sendo retirada de contexto. “Jamais disse que eles pisariam na América. Usei a língua do país como forma simbólica. Não houve heresia nem escândalo. Transformaram uma palavra espiritual em motivo de chacota infundada”, disse o jovem.

Miguel ainda criticou a forma como sua fé tem sido tratada nas redes sociais e apontou o que considera hipocrisia dentro da própria comunidade evangélica. “Ninguém tira sarro de muçulmano rezando ou de católico acendendo vela, porque entendem que é sagrado. Mas com evangélicos é diferente. Pegam um trecho do culto, descontextualizam e jogam na internet como piada. O que me indignou foi ver até crente se unindo a ateus e ímpios para atacar um de nós. Nosso povo é o único que se destrói entre si”, desabafou.

Diante da repercussão, o Ministério Público passou a investigar possíveis ameaças contra o adolescente nas redes sociais. Apesar das polêmicas, Miguel segue ativo digitalmente e afirma não ter perdido sua fé nem a convicção no que acredita estar fazendo.