Uma promotora de Justiça interrompeu um fórum de conselheiros tutelares, após uma apresentação fazer referência a Deus. O episódio ocorreu na última sexta-feira e provocou repercussão ao levantar discussões sobre liberdade religiosa e a laicidade do Estado.
De acordo com o vídeo, durante a apresentação de um grupo de crianças, o instrutor leu um poema que fazia referência ao “abraço de Deus” enquanto os participantes trocavam de figurino. Em seguida, a promotora pediu a palavra e criticou a manifestação religiosa.
Durante a fala, ela afirmou que se sentiu ofendida com a referência e declarou que “a fé é um direito privado que não deve ser estendido a outras pessoas em um evento público”. A promotora também disse que, caso houvesse uma oração durante o encontro, retiraria a participação do Ministério Público da mesa.
Ainda segundo a representante do MP, por se tratar de um evento aberto ao público, referências religiosas não seriam compatíveis com o que determina a Constituição sobre a atuação do Estado. “Ao início do evento eu fui assolapada por uma oração evangélica”, afirmou. Ela também declarou que não é evangélica e que se sentiu “extremamente ofendida” com a abertura do evento.
O evento aconteceu em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro e ganhou repercussão após vídeos da interrupção circularem nas redes sociais e provocarem debates sobre liberdade religiosa e a atuação do Estado em eventos públicos.