O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Marco Buzzi está incluso no inquérito que investiga um esquema de venda de sentenças judiciais após autorização de Cristiano Zanin, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). O caso é apurado pela Polícia Federal no âmbito da Operação Sisamnes e tramita sob segredo de Justiça.
A investigação foi motivada pela constatação da PF de que servidores de gabinetes do STJ acessaram o sistema de elaboração de minutas de votos para negociar decisões com terceiros. Em maio, a Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou nove investigados por crimes como organização criminosa, corrupção e violação de sigilo profissional.
Buzzi já se encontra afastado de suas funções no STJ devido a denúncias de assédio sexual. O afastamento foi motivado por acusação de importunação contra uma jovem de 18 anos durante férias em Santa Catarina, além do relato posterior de uma ex-funcionária de seu gabinete.
Em nota, a defesa do ministro negou qualquer irregularidade e afirmou que o ministro não tem conhecimento sobre o inquérito de venda de sentenças. Os advogados declararam ainda que o magistrado é impedido por lei de atuar em processos envolvendo familiares e que ele não possui relação com as atividades profissionais de parentes.