STF retoma nesta segunda (26) depoimentos sobre fraudes no Banco Master

Por Redação 26/01/2026, às 10h42 - Atualizado às 08h44

Nesta segunda-feira (26), o Supremo Tribunal Federal (STF) dará continuidade aos depoimentos do inquérito que investiga possíveis fraudes relacionadas ao Banco Master. As oitivas prosseguem até terça-feira (27), de acordo com a autorização do ministro relator Dias Toffoli, e devem ouvir oito executivos relacionados às investigações. Alguns depoimentos serão feitos presencialmente na Corte, enquanto outros serão realizados por videoconferência.

Na segunda-feira (26), prestam depoimento remoto Dário Oswaldo Garcia Junior, diretor financeiro do BRB; André Felipe de Oliveira Seixas Maia, diretor da empresa sob investigação; Henrique Souza e Silva Peretto, empresário; e Alberto Felix de Oliveira, superintendente-executivo de tesouraria do Banco Master. Na terça-feira (27), será a vez de Robério Cesar Bonfim Mangueira, superintendente de operações financeiras do BRB, e Luiz Antonio Bull, diretor de riscos, compliance, recursos humanos e tecnologia do Banco Master, ambos com presença confirmada. Estão agendados os depoimentos de Angelo Antonio Ribeiro da Silva, sócio do Banco Master, por videoconferência, e de Augusto Ferreira Lima, ex-sócio da instituição, de maneira presencial.

As oitivas ocorrerão em dois dias, após o ministro Dias Toffoli ter reduzido o prazo pedido pela Polícia Federal, uma decisão que causou mais um atrito na relação institucional com a corporação. O relator tem demonstrado ceticismo quanto à condução da investigação pela Polícia Federal. A análise do material apreendido na última fase da Operação Compliance Zero será responsabilidade da Procuradoria-Geral da República (PGR), com a supervisão de quatro peritos da Polícia Federal selecionados diretamente por Toffoli.

As declarações fazem parte do inquérito realizado pela Polícia Federal, que tem um prazo de 60 dias para entregar o relatório final com evidências e possíveis indiciamentos, a menos que haja solicitação de prorrogação. Desde dezembro, as decisões do ministro têm gerado desconforto tanto na Polícia Federal quanto entre membros do próprio STF, que estão discutindo em particular estratégias para prevenir danos adicionais à reputação da Corte.