O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (3) que forças americanas permanecerão na Venezuela e irão “essencialmente comandar o país” até que ocorra uma transição política. A declaração foi feita durante uma coletiva em Mar-a-Lago, na Flórida, após a captura do líder chavista Nicolás Maduro, no contexto de uma operação militar realizada em Caracas.
Segundo Trump, a presença americana será mantida até que haja uma transição considerada “segura, adequada e sensata”. O republicano disse ainda que a queda de Maduro representaria um avanço para a paz e a liberdade, especialmente para os venezuelanos que vivem na diáspora. Ele não detalhou prazos nem os termos políticos dessa eventual transição.
Ainda no pronunciamento, Trump afirmou que grandes companhias petrolíferas dos EUA entrarão na Venezuela para recuperar a infraestrutura do setor, que classificou como degradada. De acordo com ele, os investimentos somariam bilhões de dólares e ajudariam a retomar a produção e gerar receitas. Autoridades venezuelanas, por sua vez, acusam Washington de agir movido por interesses econômicos ligados às maiores reservas de petróleo do mundo.
O presidente americano também ameaçou um novo ataque, “muito maior”, caso considere necessário. Embora não tenha confirmado oficialmente qual força esteve envolvida na missão, fontes dos EUA indicaram que a Delta Force, unidade de elite do Exército, teria participado da operação que culminou na prisão de Maduro. Bases militares em Caracas e em ao menos outros três estados teriam sido bombardeadas durante a madrugada.
Relatos de moradores apontam para explosões e intenso sobrevoo de aeronaves por volta das 2h (3h em Brasília). Vídeos nas redes sociais mostram helicópteros das Forças de Operações Especiais dos EUA sobre a capital venezuelana. Autoridades chavistas afirmaram que houve vítimas civis, sem divulgar números, e denunciaram ataques a prédios não militares.
Em resposta, o governo venezuelano condenou duramente a ação. A vice-presidente Delcy Rodríguez classificou o episódio como “agressão imperial” e anunciou a ativação de planos de defesa e da milícia bolivariana. O ministro do Interior, Diosdado Cabello, pediu calma à população, enquanto o procurador-geral Tarek William Saab denunciou mortes e feridos. Pouco antes da coletiva, Trump publicou na rede Truth Social uma imagem de Maduro aparentemente algemado e vendado, em uma cena que remete à captura de grandes narcotraficantes, intensificando a repercussão internacional do episódio.