Vendedores negam homofobia e atribuem agressão em Porto de Galinhas a confusão com turistas

Por Redação 29/12/2025, às 17h40 - Atualizado às 17h16

Vendedores de Porto de Galinhas, no município de Ipojuca, no Litoral Sul de Pernambuco, divulgaram um vídeo nesta segunda-feira (29) para comentar a agressão envolvendo dois turistas do Mato Grosso. Segundo os barraqueiros, o casal estaria embriagado e teria iniciado a confusão. O episódio ocorreu no sábado (27).

De acordo com um dos comerciantes, os turistas Johnny Andrade Barbosa e Cleiton Zanatta já haviam consumido bebidas alcoólicas antes do confronto. Uma vendedora identificada como Vera afirmou que o casal ocupou uma barraca reservada para outra família, o que teria gerado o primeiro desentendimento.

Outro vendedor, conhecido como Dinho, relatou que foi agredido ao cobrar o pagamento pelo uso de cadeiras e guarda-sol. Segundo ele, recebeu um tapa no rosto e foi imobilizado com um golpe do tipo “mata-leão”, após os turistas se recusarem a pagar pelo serviço, alegando que a praia é um espaço público.

Os barraqueiros também negaram que o caso tenha motivação homofóbica e disseram que cerca de cinco vendedores participaram da confusão. Ainda nesta segunda-feira, a governadora Raquel Lyra (PSD) informou que a Secretaria de Defesa Social de Pernambuco identificou 14 pessoas envolvidas nas agressões.

Imagens divulgadas nas redes sociais mostram o casal sendo cercado e agredido por comerciantes, enquanto guarda-vidas tentam intervir. Mesmo após serem retirados do local e colocados em um veículo de apoio, os turistas continuam sendo atacados.

Segundo Johnny e Cleiton, a discussão começou após divergências sobre o valor cobrado pelo aluguel de cadeiras e guarda-sol. Eles afirmam que um barraqueiro arremessou uma cadeira durante a cobrança. “Se não fossem os salva-vidas, a esta hora a gente estaria morto”, disse Johnny.