A professora baiana Bárbara Regina Santos Costa viveu dias de angústia desde a morte do esposo, Gilmar Santana Leal, 1º tenente da reserva da Polícia Militar da Bahia, ocorrida no último dia 6 de janeiro, na Itália. O casal estava em viagem de férias pela Europa quando Gilmar sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC), no dia 23 de dezembro, enquanto estavam em Roma.
Após a repercussão do caso no Brasil, ao chegar ao hospital italiano nesta quinta-feira (8), a família foi informada de que a unidade já tinha conhecimento da situação e conseguiu obter a certidão com a causa da morte, permitindo o início do processo de translado do corpo. Com a documentação regularizada, a família aguarda agora a liberação da seguradora de viagem para a conclusão do procedimento. A expectativa é de que o retorno ao Brasil ocorra dentro de aproximadamente uma semana.
O policial chegou a ser internado e passou por cirurgia, mas não resistiu às complicações. Desde então, a família tenta viabilizar o translado do corpo para o Brasil, onde pretende realizar o sepultamento, mas enfrenta entraves burocráticos que têm dificultado a conclusão do processo.
A equipe do Taktá conversou com Bárbara e questionou se sentiu alguma dificuldade no tratamento com a segurado e qual conselho daria para quem pode acabar precisando falar com uma tambpem. “Seguradoras procuram uma solução para arrumar algum problema. Então, eles fazem de tudo para não pagar. Eu senti uma dificuldade de interação com a corretora justamente por causa disso”, informou a professora.
“Meu conselho é que quando alguém for viajar, em vez de contratar a corretora diretamente, entre em contato com uma agência de viagens”, aconselhou.
Segundo Bárbara, o documento fornecido pelo hospital italiano como atestado de falecimento não foi aceito pela seguradora, por não conter a causa da morte — informação obrigatória para a liberação do traslado internacional. Orientada a solicitar uma certidão de óbito adequada, a professora foi informada pela unidade de saúde de que o documento só poderá ser emitido após a análise de um relatório médico com cerca de 100 páginas.
O portal TakTá entrou em contato com a Polícia Militar da Bahia, o Consulado do Brasil na Itália e o Governo do Estado, e aguarda retorno.
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