MPBA denuncia 13 integrantes de organização criminosa classificada como ultraviolenta na Bahia

Por Redação 15/09/2026, às 11h07 - Atualizado às 10h58

O Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA) denunciou, nesta segunda-feira (14), 13 pessoas apontadas como integrantes de uma organização criminosa. De acordo com o órgão, o grupo é classificado como ultraviolento e teria atuação em Trancoso, Arraial d’Ajuda, Porto Seguro e localidades vizinhas, no extremo sul da Bahia.

A denúncia foi apresentada pela unidade Sul do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (Gaeco Sul), como desdobramento da Operação Costa Limpa. As investigações apontaram que o grupo mantinha um sistema próprio de arrecadação financeira, uma rede de distribuição de drogas por delivery, operadores responsáveis pela lavagem de dinheiro e uma estrutura logística voltada ao armazenamento de entorpecentes e à circulação de armamentos.

A denúncia destaca ainda que a facção se enquadra no conceito legal de organização criminosa ultraviolenta por exercer controle territorial, utilizar mecanismos de intimidação, manter aparato armado e impor disciplina interna por meio do chamado “tribunal do crime”. As apurações também identificaram negociações para a aquisição de armas, incluindo fuzis e outros armamentos de alto poder ofensivo, além do transporte de armas e drogas por integrantes do grupo.

Estrutura do grupo

Segundo a investigação, os denunciados estavam distribuídos em diferentes núcleos da organização criminosa. José Venâncio Farias dos Santos, conhecido como “Cadu” ou “Du Love”, é apontado pelo MPBA como líder do grupo. O núcleo operacional seria formado por Thierry Santos Sena, Ivanildo Sousa Rocha Neto, Felipe Silva do Nascimento, Everton Valiense Xavier e Almir Gabriel Santos Cabral, responsáveis pela distribuição de drogas, entregas, arrecadação de valores, logística e transporte de armamentos.

O núcleo financeiro seria integrado por Francelino Juneo Pereira Ramos, Sérgio Tadeu Félix Lombardo, Rafaela de Jesus dos Santos, Ana Rodrigues dos Santos Neta e Bruno Santos Costa. De acordo com a denúncia, eles seriam responsáveis pela arrecadação, movimentação, ocultação e circulação de recursos provenientes do tráfico de drogas. Já o núcleo de apoio e suporte operacional seria composto por Maiane da Conceição Profeta e Caliane Silva Santos, acusadas de atuar na distribuição e no armazenamento de entorpecentes, além da manutenção da infraestrutura logística da organização.