Por Maria Eduarda Moura
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, votou nesta terça-feira (15) para manter separados os casos que envolvem os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça no âmbito do caso Banco Master.
Fachin também se posicionou contra a redistribuição da relatoria dos processos, defendendo a permanência do caso sob sua responsabilidade.
O ministro Flávio Dino, por outro lado, votou para que os casos continuem sendo analisados de forma conjunta. Com isso, há divergência no plenário sobre a forma de condução dos processos.
Os votos foram apresentados durante a análise de uma questão de ordem apresentada pelo ministro Gilmar Mendes. Ele pediu que os casos envolvendo Moraes e Mendonça fossem julgados conjuntamente e que a relatoria fosse definida por sorteio.
A votação ainda está em andamento e os demais ministros do STF precisam se manifestar sobre a questão.
A sessão desta terça-feira analisa um relatório da Polícia Federal que reúne mensagens e outros registros envolvendo Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Antes de avaliar se os elementos podem justificar a abertura de uma investigação contra Moraes, o plenário deve analisar um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) para anular o relatório da PF.
A PGR questiona a forma como o documento foi produzido por Mendonça, que determinou a medida sem pedido prévio do Ministério Público ou da própria Polícia Federal e sem submetê-la anteriormente ao plenário.
Na segunda-feira (14), a PF informou ter entregue aos gabinetes de Moraes, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes cópias dos dados extraídos do celular apreendido de Vorcaro. No mesmo dia, Mendonça retirou o sigilo de um processo que reúne informações sobre a rede de pagamentos ligada ao ex-banqueiro e ao Banco Master.