“Ministro não é mais do que ninguém”, diz Jerônimo ao defender transparência no STF

Por Redação 17/09/2026, às 11h41 - Atualizado às 11h41

Por Záfya Tomaz

O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), defendeu nesta quinta-feira (17) mais transparência nas ações do Supremo Tribunal Federal (STF), em meio à crise provocada pelos desdobramentos das investigações sobre o Banco Master.

O caso tem repercutido no cenário político nacional e também envolve nomes da política baiana, como o senador Jaques Wagner (PT) e o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil), além de outros políticos. A presença de nomes nas apurações, no entanto, não significa, por si só, envolvimento em crimes.

Ao comentar o momento, Jerônimo afirmou que informações que não estejam sob sigilo devem ser disponibilizadas à sociedade. “O STF precisa, aquilo que é sigiloso por conta de investigação, tem que respeitar o processo. Mas nós já estamos à altura de poder abrir tudo o que for possível para que a sociedade brasileira entenda”, afirmou.

O governador também defendeu que eventuais ministros envolvidos em irregularidades sejam responsabilizados. “O STF é o guardião da democracia, é o guardião da transparência. Se lá dentro existem ministros envolvidos com casos como estes, que passem também pelas mãos da Justiça e sejam caçados, retirados. O que nós queremos é a nossa democracia forte.”

Jerônimo ainda defendeu uma reforma do Judiciário e afirmou que ministros devem responder por seus atos como qualquer outro agente público. “É preciso que o Judiciário passe também por uma reforma, porque o Judiciário é pago pelo povo. Eles não são donos da vida da gente. (…) Ministro não é mais do que ninguém. Ministro assume ações importantes, mas ele é um cidadão”, declarou.

Ao final, o governador reforçou a defesa de transparência e de uma revisão das regras relacionadas ao funcionamento do Judiciário.