Atrasos no Plano Diretor levam MPBA a cobrar providências da Prefeitura de Catu

Por Redação 23/09/2026, às 15h03 - Atualizado às 14h13

O Ministério Público da Bahia (MPBA) recomendou à Prefeitura de Catu e à Secretaria Municipal de Meio Ambiente que adotem medidas para retomar a revisão do Plano Diretor de Desenvolvimento Municipal (PDDM). A recomendação foi expedida no dia 21 pela 2ª Promotoria de Justiça de Catu, após a identificação de atrasos na execução do contrato firmado para atualizar o instrumento que orienta o desenvolvimento urbano do município.

Segundo o documento, o cronograma sofreu sucessivos adiamentos. A entrega da primeira versão do Produto 3, referente à definição dos temas prioritários da revisão, estava prevista inicialmente para outubro de 2025 e depois foi remarcada para março de 2026. No entanto, não foi localizada comprovação de que o material tenha sido entregue.

O promotor de Justiça Samory Pereira Santos também aponta que, apesar de solicitações do MPBA, não foram apresentadas informações suficientes sobre o andamento dos trabalhos. Além disso, a empresa contratada comunicou, neste ano, a paralisação temporária da execução do contrato.

A recomendação informa ainda que o segundo termo aditivo teve a vigência encerrada em 1º de julho, sem registro de um novo aditivo ou contratação que assegurasse a continuidade da revisão.

Prefeitura terá 15 dias úteis para apresentar informações

O MPBA recomendou que a Prefeitura e a Secretaria Municipal de Meio Ambiente informem, no prazo de 15 dias úteis:

  • O estágio atual de execução do contrato;

  • Os produtos já entregues e aceitos;

  • A situação da contratação;

  • As medidas adotadas para garantir a continuidade da revisão;

  • Um cronograma atualizado para a entrega dos produtos restantes;

  • As datas previstas para audiências públicas e envio do projeto de lei à Câmara Municipal.

O Ministério Público também solicitou a convocação do Conselho Municipal de Desenvolvimento Urbano para discutir o acompanhamento da revisão. A ata da reunião deverá ser encaminhada à Promotoria de Justiça.

Outra recomendação é garantir ampla divulgação dos documentos produzidos e acesso às informações por qualquer interessado, conforme previsto no Estatuto da Cidade.