Inflação de salários e benefícios desacelera em março e fecha mês com alta de 0,51%

Por Redação 11/04/2025, às 20h32 - Atualizado às 16h33

A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) registrou alta de 0,51% em março, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice mostra uma desaceleração significativa em relação ao mês anterior, quando havia marcado 1,48% em fevereiro. Com o resultado, o acumulado dos últimos 12 meses chega a 5,20%.

Já a chamada inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), ficou um pouco acima, em 0,56% no mesmo mês.

O INPC reflete a variação de preços para famílias com renda de até cinco salários mínimos, enquanto o IPCA considera até 40 salários. Essa diferença de público impacta diretamente a composição dos índices, já que famílias de menor renda gastam proporcionalmente mais com alimentação, por exemplo — grupo que tem peso de 25% no INPC, contra 21,86% no IPCA.

Com isso, variações no preço dos alimentos têm um impacto mais intenso para quem ganha menos, como ocorreu em março.

O grupo alimentação e bebidas teve alta de 1,08% e foi o principal responsável pelo avanço do INPC no mês, respondendo sozinho por 0,27 ponto percentual, ou seja, mais da metade do índice geral.

Confira a variação por grupo no INPC de março:

  • Alimentação e bebidas: +1,08%
  • Habitação: +0,21%
  • Artigos de residência: +0,21%
  • Vestuário: +0,46%
  • Transportes: +0,26%
  • Saúde e cuidados pessoais: +0,44%
  • Despesas pessoais: +0,70%
  • Educação: +0,08%
  • Comunicação: +0,19%

A pesquisa é feita em dez regiões metropolitanas do país, além das capitais Brasília, Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju.

Impacto nos salários

O INPC é um dos principais indicadores utilizados para reajustar salários, benefícios e aposentadorias. Ele influencia diretamente o cálculo do salário mínimo, além do teto do INSS, seguro-desemprego e outras transferências. O reajuste, em geral, considera o acumulado de 12 meses encerrado até novembro ou dezembro, dependendo do benefício.

Segundo o IBGE, o INPC busca mensurar a variação de preços da cesta de consumo das famílias assalariadas com menor poder aquisitivo, servindo como parâmetro para corrigir o poder de compra desses trabalhadores ao longo do tempo.