Por Gabriela Encinas
A sessão desta segunda-feira (1º), na Câmara Municipal de Salvador (CMS), foi movimentada com a denúncia da líder comunitária e quilombola de Ilha de Maré, Luana do Brasil. Ela relatou estar sendo alvo de perseguições.
Após o pronunciamento na sessão da CMS, ela concedeu entrevista a jornalistas e afirmou: “Eu precisei me retirar da minha residência, depois que dois homens foram para lá, não sei qual foi a intenção deles, se foi pra entrar na minha casa para me bater. Eu to sofrendo uma perseguição muito grande, eu fui na delegacia prestar uma queixa”, declarou.
Segundo Luana, os dois homens, são o seu ex-marido e o filho da vereadora Eliete Paraguassu (PSOL).
A líder comunitária exibiu o boletim de ocorrência registrado na 5ª Delegacia e disse que esta não é a primeira vez que formaliza denúncias contra familiares da parlamentar.
Ela relatou viver essa situação há cinco anos, destacando que as falas que associam sua identidade de gênero ao ex-marido da vereadora, feitas no último sábado (30), são classificadas como transfobia. Quando questionada a motivação para os atos, Luana disse: “A gente vem denunciando os atos, como a denuncia que fiz a duas semanas atrás, e eu creio que sofri uma retaliação”, disse.
Luana também afirmou que sua mãe já teria sido agredida fisicamente pela vereadora Eliete, registrando boletim de ocorrência e realizando exame de corpo de delito. “Pois segundo ela [a vereadora], tem influência e por isso as coisas não andam”, concluiu a líder quilombola.
Durante a sessão, a líder comunitária pediu publicamente que a vereadora se manifestasse sobre o caso, o que não ocorreu.
A vereadora Eliete Paraguassu foi procurada pela reportagem do TakTá, mas não quis se pronunciar, como foi mostrado em vídeo.
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