Taxista é condenado a 29 anos de prisão por matar ex-mulheres; relembre o caso

Por Redação 08/10/2025, às 12h00 - Atualizado às 11h46

O taxista Carlos Mendes dos Santos Júnior foi condenado a 29 anos e 8 meses de prisão em regime fechado pelo assassinato da ex-companheira, Helmarta Sousa Santos Luz, morta por estrangulamento e jogada em um rio, em setembro de 2024, no município de Valença, baixo sul da Bahia. A sentença foi proferida após júri popular realizado nesta terça-feira (7).

De acordo com a Justiça, o réu foi condenado por homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver e fraude processual. O julgamento contou com a participação de seis homens e uma mulher no corpo de jurados, além de testemunhas e peritos que atuaram na investigação, como o coordenador do Departamento de Polícia Técnica (DPT), o perito criminal e o médico legista responsável pela necropsia.

Relembre o caso

Helmarta desapareceu em 24 de setembro de 2024, após sair de casa para o trabalho. Câmeras de segurança e depoimentos contraditórios do ex-marido levantaram suspeitas sobre Carlos, que inicialmente negou envolvimento no desaparecimento.

Dois dias depois, ele confessou o crime à polícia, afirmando ter estrangulado a vítima com uma corda, colocado o corpo em uma mala junto com pesos de academia e jogado-o da Ponte do Funil, em Itaparica.

O casal viveu junto por 16 anos e tinha uma filha de 15 anos. Segundo a investigação, o taxista não aceitava o fim do relacionamento, e a vítima havia iniciado um novo namoro cerca de uma semana antes do crime, o que teria motivado o ataque.