O anúncio do encerramento definitivo do Bombar, um dos pontos mais emblemáticos da noite de Salvador, trouxe à tona não apenas o fim de um ciclo cultural, mas também uma série de controvérsias. Em desabafo publicado nesta quinta-feira (9), a empresária e DJ Gabi da Oxe confirmou que a casa, localizada no Largo de Santana, no Rio Vermelho, não resistiu a um cenário de insustentabilidade financeira. Segundo a proprietária, o faturamento era insuficiente para cobrir custos estruturais e dívidas acumuladas em oito anos de trajetória, apesar do sucesso aparente de público.
Relatos de internautas e acusações
A publicação de despedida no Instagram tornou-se espaço para manifestações que vão além da nostalgia. Entre mensagens de apoio, surgiram relatos graves sobre a gestão do estabelecimento:
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Acusação de Racismo: Uma internauta relatou ter sido vítima de racismo no local há cerca de dois anos. Segundo o depoimento, houve uma tentativa de acordo informal na época e, posteriormente, uma proposta de indenização financeira em âmbito judicial que não teria sido aceita. A mulher afirmou que o episódio deixou marcas profundas e que segue aguardando por justiça.
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Pendências Trabalhistas: Outros seguidores utilizaram o espaço para cobrar pagamentos por serviços prestados. As reclamações envolvem a falta de repasses financeiros e críticas às condições de trabalho oferecidas durante o funcionamento da casa.
Até o momento, não houve um posicionamento oficial da administração do Bombar ou de Gabi da Oxe sobre as alegações específicas de racismo e as dívidas com prestadores de serviço mencionadas nos comentários.
Conhecido por abrigar eventos como a festa “Break” e rodas de samba frequentadas por artistas e jornalistas, o Bombar consolidou-se como um polo de diversidade na capital baiana. Gabi da Oxe, em seu comunicado, pediu desculpas aos afetados pelo “caos financeiro” da empresa e garantiu que trabalhará para resolver as pendências deixadas. O fechamento marca uma perda para a cena boêmia do Rio Vermelho, deixando um legado de resistência cultural que agora divide espaço com as cobranças por transparência e reparação.
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