Bahia é a maior produtora de café do Nordeste e a 4ª do Brasil

Por Redação 14/04/2026, às 15h00 - Atualizado às 15h47

Por Mirian Silva*

A Bahia celebra o Dia Mundial do Café, nesta terça-feira (14), consolidando sua posição de destaque no cenário nacional. O estado deve seguir como o maior produtor do Nordeste e o quarto maior do Brasil em 2026, com uma estimativa de 227,9 mil toneladas colhidas, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. 

O volume representa 5,9% da produção nacional e reforça a força da cafeicultura na economia baiana. O café, inclusive, ocupa a quarta posição entre os produtos agrícolas que mais geram valor no estado, movimentando cerca de R$ 4,023 bilhões, o equivalente a 8,5% do total da produção agrícola. 

A produção no estado é marcada pelo predomínio do café conilon (canephora), responsável por aproximadamente 60% da safra, com 133 mil toneladas previstas. Já o café arábica, reconhecido pela maior complexidade de aroma e sabor, deve alcançar cerca de 94,8 mil toneladas, evidenciando a diversidade e a qualidade do produto baiano. 

As regiões do Extremo Sul, Sudoeste e Chapada Diamantina concentram a maior parte da produção, distribuída em cerca de 130 municípios. Entre os principais polos estão Itamaraju, Prado, Barra da Estiva, Porto Seguro e Barra do Choça. 

Além do volume expressivo, a qualidade do café produzido no estado tem ganhado reconhecimento nacional e internacional. Regiões como a Chapada Diamantina possuem certificação de Denominação de Origem, enquanto o Oeste baiano conquistou o selo de Indicação Geográfica (IG) para o café arábica, atestando a procedência e características únicas do produto. 

Fatores naturais e tecnológicos ajudam a explicar esse desempenho. Áreas com altitudes elevadas, que podem chegar a 1.300 metros, boa luminosidade, solos profundos e técnicas modernas de irrigação e mecanização favorecem a produção de cafés especiais, alinhados às exigências do mercado global. 

A cafeicultura também tem forte impacto social. A atividade gera cerca de 100 mil empregos diretos e indiretos, envolvendo desde grandes produtores até a agricultura familiar, especialmente em regiões como o planalto de Vitória da Conquista. 

Além da relevância econômica, o café está profundamente enraizado na cultura baiana. Presente no dia a dia, em receitas típicas e em momentos de convivência, a bebida simboliza hospitalidade, tradição e identidade, sendo parte essencial da vida em diversas comunidades do estado. 

sob supervisão da jornalista Cintia Santos*