Os Emirados Árabes Unidos anunciaram nesta terça-feira (28) a saída da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), que reúne membros do “cartel do petróleo” e aliados. A decisão entra em vigor a partir de maio.
Com a saída dos Emirados Árabes Unidos, a aliança que coordena políticas envolvendo o petróleo passa a ter 11 membros: Argélia, Congo, Guiné Equatorial, Gabão, Irã, Iraque, Kuwait, Líbia, Nigéria, Arábia Saudita e Venezuela. A nação anunciou ainda a saída da Opep+, que reúne parceiros como a Rússia.
O Ministério de Energia dos Emirados Árabes afirmou, em comunicado, que a decisão foi uma estratégia econômica de longo prazo. O ministério ainda reforçou seu compromisso “como produtor responsável e confiável, atento ao futuro dos mercados globais de energia”.
O anúncio ocorre em meio aos conflitos que acarretaram o fechamento do Estreito de Ormuz e a consequente instabilidade do mercado petrolífero. “[A decisão] considera ainda o interesse nacional e o compromisso do país em contribuir de forma eficaz para atender às necessidades urgentes do mercado, especialmente diante das flutuações geopolíticas de curto prazo, como as tensões no Golfo e no Estreito de Ormuz, que afetam a dinâmica da oferta. Ao mesmo tempo, as tendências indicam crescimento contínuo da demanda global por energia no médio e longo prazo”, completou o ministério na nota.
Os Emirados Árabes foram o terceiro maior produtor de petróleo entre os membros da Opep em março, com 2,4 milhões de barris diários, de acordo com dados da Agência Internacional de Energia.