Record denuncia esquema de pesquisa eleitoral falsa ligada ao Instituto Datapovo

Por Redação 29/04/2026, às 10h11 - Atualizado às 10h11

Uma investigação do jornalismo da Record TV revelou um esquema de divulgação de pesquisas eleitorais falsas registrado em nome de veículos de comunicação. Segundo a reportagem, o responsável seria Laécio da Costa Figueiredo, que atua por meio do Instituto Datapovo.

De acordo com a apuração, o instituto registrou no sistema do Tribunal Superior Eleitoral a intenção de realizar sete pesquisas eleitorais, sendo duas delas em nome da Record. A emissora afirma que não contratou nem autorizou qualquer levantamento feito pelo instituto.

A estratégia consistia em usar o nome de empresas de comunicação conhecidas como supostas contratantes das pesquisas, o que poderia dar maior credibilidade aos dados divulgados. Na Bahia, por exemplo, o Datapovo chegou a registrar uma pesquisa sobre a disputa pelo governo do estado em nome da emissora.

Em nota, a Record informou que não possui qualquer vínculo com o instituto e que não autorizou a realização ou divulgação de pesquisas eleitorais em seu nome. Ao ser questionado, Laécio Figueiredo alegou que o registro teria ocorrido por um erro contábil e afirmou que a nota fiscal relacionada ao serviço foi cancelada.

A reportagem também aponta que o empresário acumula 31 processos judiciais, a maioria por estelionato. Ele já foi condenado pela Justiça por alugar e vender um imóvel em Brasília como se fosse proprietário e chegou a ficar preso por um ano. Atualmente, deveria cumprir prisão domiciliar, mas imagens publicadas nas redes sociais mostram o empresário fora de casa, treinando funcionários do instituto.

Pela legislação eleitoral brasileira, a divulgação de pesquisa fraudulenta é crime, com pena que pode chegar a um ano de prisão e multa de até R$ 100 mil.