A ginga de Salvador está prestes a ganhar as telas do cinema mundial em uma das maiores franquias da história. Lateef Crowder dos Santos, soteropolitano e mestre em capoeira, é o nome por trás das coreografias de combate de Din Djarin no filme “Star Wars: O Mandaloriano e Grogu”, que estreia no dia 21 de maio. O longa marca o retorno da saga ao cinema após um hiato de sete anos e coloca o talento brasileiro no centro de sequências de ação tecnicamente ambiciosas.
Nascido em 1977 na capital baiana, Lateef mudou-se para os Estados Unidos ainda na infância, mas foi a arte marcial brasileira que definiu sua trajetória em Hollywood. Após anos de treino intensivo com o mestre Wagner Bueno (Vaguinho) na Califórnia, sua entrada na indústria ocorreu de forma viral: vídeos de suas performances na internet chamaram a atenção de produtores internacionais, levando-o a estrear ao lado de Tony Jaa no clássico cult “O Protetor”. Desde então, ele acumulou no currículo produções como “300”, “Os Mercenários” e “Capitão América: Guerra Civil”.
Para o novo filme, o diretor Jon Favreau revelou que a produção decidiu elevar o nível das coreografias, aproveitando a versatilidade de Lateef. Em entrevista, o cineasta destacou que o público verá algo inédito na trajetória do personagem: uma longa sequência de luta em plano-sequência (sem cortes), inspirada no estilo de ação de John Wick. Segundo Favreau, o objetivo foi permitir que o soteropolitano demonstrasse toda a complexidade da capoeira aplicada ao universo de ficção científica, algo que o tempo reduzido das séries de TV nem sempre permitia explorar.
“Star Wars: O Mandaloriano e Grogu” expande os eventos da série de sucesso do Disney+, mas foi desenvolvido para funcionar como uma obra independente, acessível inclusive para quem não acompanhou as temporadas anteriores. Além de garantir a continuidade física do personagem de Pedro Pascal, a presença de Lateef reforça a influência de técnicas de luta tradicionais na construção visual da nova fase da saga espacial.