Pesquisa Quaest: 68% defendem fim da escala 6×1; índice é maior entre lulistas

Por Redação 18/05/2026, às 14h24 - Atualizado às 14h24

Uma pesquisa divulgada nesta segunda-feira (18) pelo instituto Quaest aponta que a maioria dos brasileiros apoia o fim da escala de trabalho 6×1, modelo em que o trabalhador atua seis dias e descansa apenas um. De acordo com o levantamento, 68% dos entrevistados se dizem favoráveis ao término desse formato de jornada, enquanto 22% são contrários à proposta.

Os números mostram pequenas variações em relação a levantamentos anteriores. Em dezembro, 72% defendiam o fim da escala 6×1, índice que já havia sido de 69% em julho. Já o percentual de pessoas contrárias passou de 26% em julho para 24% em dezembro e agora aparece em 22%. A pesquisa também indica que 7% dos entrevistados afirmam não ser nem a favor nem contra a mudança, enquanto 3% disseram não saber ou preferiram não responder.

O apoio à proposta varia de acordo com o posicionamento político dos entrevistados. Entre os que se identificam como apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, 76% defendem o fim da escala 6×1, enquanto 17% são contrários. Entre os eleitores que se identificam como bolsonaristas, 44% são favoráveis e 42% se dizem contra. Já entre os entrevistados que se consideram independentes, 70% apoiam a mudança e 16% rejeitam a proposta.

O levantamento também avaliou o nível de atenção da população ao debate sobre o tema. Segundo a pesquisa, 43% afirmam que têm acompanhado de perto a discussão sobre a escala de trabalho. Outros 29% dizem ter acompanhado pouco, apenas de ouvir falar, enquanto 27% afirmam não acompanhar o assunto. Cerca de 1% dos entrevistados não souberam ou não quiseram responder.

O acompanhamento do debate é maior entre pessoas com maior nível de escolaridade. Entre entrevistados com ensino superior, 59% afirmam acompanhar de perto as discussões. Já entre aqueles que possuem apenas ensino fundamental, esse índice é de 30%.

Atualmente, o tema está sendo analisado por uma comissão especial da Câmara dos Deputados. O governo federal trata a proposta como uma das prioridades do ano e pretende avançar com a análise do texto ainda em maio. A comissão discute duas propostas de emenda à Constituição (PECs) sobre a redução da jornada de trabalho, além de um projeto enviado pelo governo que prevê limite de 40 horas semanais e a mudança da escala de seis para cinco dias de trabalho.

A pesquisa foi encomendada pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 8 e 11 de maio. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.