Operação apura possível rede financeira envolvendo Deolane Bezerra e grupo investigado

Por Redação 25/05/2026, às 17h00 - Atualizado às 15h31

A investigação da Operação Vérnix identificou, segundo relatórios policiais, movimentações financeiras que teriam relação entre a advogada e influenciadora Deolane Bezerra e pessoas apontadas como integrantes ou próximas ao núcleo familiar e financeiro ligado ao Primeiro Comando da Capital.

Nos documentos analisados, surge o nome de Francisca Alves da Silva, descrita como ligada ao círculo de Marcos Willians Herbas Camacho e esposa de Alejandro Camacho. A mulher também teria sido mencionada em outras linhas de investigação e em cruzamentos financeiros feitos por órgãos de inteligência.

Segundo o material da investigação, Francisca Alves da Silva é citada como possível intermediária em operações investigadas como lavagem de dinheiro e também responde a apurações em andamento no Ceará. O relatório indica a existência de transações diretas e indiretas envolvendo seu nome e o de Deolane Bezerra.

Em um trecho citado pelos investigadores, consta que “Francisca Alves da Silva, como pessoa física ou jurídica, manteve transações com Leonardo Camacho, assim como Deolane Bezerra Santos”, com base em análises do Laboratório de Tecnologia Contra Lavagem de Dinheiro (LAB-LD).

Para os investigadores, o foco não estaria em operações isoladas, mas na possível formação de uma rede de relações financeiras entre indivíduos e empresas mencionados no inquérito.

O relatório aponta que esse tipo de conexão pode ser relevante em investigações de lavagem de dinheiro, especialmente quando há circulação de recursos entre diferentes pessoas jurídicas e físicas, o que pode dificultar a rastreabilidade dos valores.

Também foram analisados Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs), que indicariam a presença de contrapartes consideradas de risco dentro das movimentações investigadas.

Deolane Bezerra foi presa no dia 21 de maio, no interior de São Paulo, durante a operação. A investigação apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital, envolvendo movimentações financeiras e possível ocultação de patrimônio.

De acordo com os investigadores, a influenciadora seria uma das pessoas apontadas como responsáveis por movimentações financeiras dentro do esquema investigado.