O presidente da Câmara Municipal de Salvador, Carlos Muniz, comentou, ao Taktá, sobre a exoneração da ex-vereadora de Salvador, Leo Kret, afirmando ter sido pego de surpresa pela notícia no meio da manhã. A demissão do cargo de diretora de políticas para pessoas LGBTQIAPN+ da Secretaria Municipal da Reparação (Semur) ocorreu nesta terça-feira (26), por recomendação do Ministério Público da Bahia (MP-BA).
O vereador ponderou que qualquer político que gerencie recursos públicos está sujeito a investigações, mas prestou solidariedade à aliada. “Acho que a ex-vereadora Leocrete vai comprovar a inocência dela e isso aí vai acabar, porque é algo que, na minha visão, ela não tem necessidade e nem iria fazer”, declarou, defendendo o direito de ampla defesa da ex-servidora.
Poucas horas antes da exoneração, Kret tornou-se o principal alvo da Operação Sponsor, que investiga o desvio de verbas públicas na capital baiana. Em nota, a gestão municipal afirmou colaborar com as apurações para o esclarecimento dos fatos.
A investigação aponta que a ex-vereadora estaria envolvida em um esquema de desvio de mais de R$ 1,1 milhão para benefício de integrantes da organização. O valor deveria ter sido utilizado para viabilizar blocos e eventos durante o Carnaval de Salvador de 2025, segundo o MP-BA.