A Torcida Organizada Bamor se manifestou publicamente após uma operação realizada pela Polícia Militar da Bahia em sua sede, localizada no bairro de Nazaré, em Salvador. Em nota divulgada neste domingo (31), a organizada criticou a ação policial e afirmou que a intervenção ocorreu sem mandado judicial.
Segundo a entidade, a abordagem aconteceu na tarde de sábado (30), poucas horas antes da partida entre Bahia e Botafogo, vencida pelo Tricolor por 2 a 1, na Arena Fonte Nova.
De acordo com a Bamor, no momento da operação era realizada uma confraternização entre torcidas aliadas em um ambiente considerado familiar. A organizada afirma que havia mulheres, crianças, idosos, associados e clientes da loja oficial da torcida no local, além da comemoração do aniversário de uma criança.
A nota também aponta a participação de agentes da 2ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM) e de equipes da PATAMO. Conforme o relato da torcida, ocorreram agressões durante a abordagem e, ao final da ação, nenhuma irregularidade teria sido encontrada pelas equipes policiais.
O episódio acontece em meio a um período de insatisfação de parte da torcida com o desempenho do Bahia. Antes da vitória sobre o Botafogo, a equipe acumulava uma sequência de oito jogos sem triunfos, cenário que aumentou as críticas de setores das arquibancadas.
Nos últimos compromissos realizados na Arena Fonte Nova, a Polícia Militar também havia reforçado o esquema de segurança. Em seu posicionamento, a Bamor classificou a operação como arbitrária e voltou a questionar o que considera uma perseguição à instituição.
A reportagem procurou a Polícia Militar da Bahia para comentar as acusações apresentadas pela torcida organizada, mas não recebeu resposta até o fechamento desta matéria.
No comunicado, a Bamor afirma que a entrada dos policiais ocorreu sob a alegação de supostas evidências de flagrante delito. A organizada, porém, sustenta que a justificativa não se confirmou durante a operação e critica o que chamou de constrangimento imposto aos frequentadores da sede.
A torcida também declarou que continuará cobrando esclarecimentos sobre o episódio e questionou os motivos das sucessivas ações policiais direcionadas à entidade.