Fachin rejeita pedido de senadores para afastar Nunes Marques de ação sobre CPI do Banco Master

Por Redação 05/06/2026, às 22h04 - Atualizado às 21h30

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, negou o pedido apresentado por quatro senadores para declarar a suspeição do ministro Kassio Nunes Marques em um processo que discute a criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Banco Master. A decisão foi tomada na quarta-feira (3) e divulgada nesta sexta-feira (5).

A ação, protocolada em março deste ano, ainda aguarda análise de mérito por parte de Nunes Marques, que é o relator do caso no STF. Os senadores Eduardo Girão, Alessandro Vieira, Marcos Pontes e Plínio Valério alegaram que o ministro teria relação de amizade com o senador Ciro Nogueira, apontado como um dos investigados no caso, além de suposto interesse direto na ação.

Ao analisar o pedido, Fachin entendeu que a solicitação foi apresentada fora do prazo previsto no regimento interno do STF. Segundo o ministro, a distribuição do processo ocorreu por sorteio no dia 26 de março de 2026, enquanto a arguição de suspeição só foi protocolada em 12 de maio, ultrapassando o limite de cinco dias estabelecido para esse tipo de questionamento.

Na decisão, o presidente da Corte destacou que o prazo teria se encerrado em 31 de março, mais de um mês antes da manifestação dos parlamentares. O mandado de segurança em análise trata da instalação da CPI do Banco Master no Senado. Os autores da ação apontam omissão do presidente da Casa, Davi Alcolumbre, que ainda não teria realizado a leitura do requerimento de criação da comissão. De acordo com os senadores, o pedido de abertura da CPI conta com 53 assinaturas, número superior ao mínimo exigido de 27 apoios — equivalente a um terço dos 81 integrantes do Senado Federal.