O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, deu prazo de 24 horas para que a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro esclareça as circunstâncias envolvendo uma arma registrada em seu nome e apreendida pela Polícia Militar do Distrito Federal durante uma blitz realizada na noite de segunda-feira (15), em Taguatinga.
Na decisão, Moraes questiona por que Bolsonaro mantinha o armamento e um carregador sobressalente em sua residência, além da razão para o equipamento ter sido retirado para manutenção às vésperas do fim do período de 90 dias da prisão domiciliar humanitária concedida ao ex-presidente.
A arma, uma pistola Glock calibre 9 milímetros, estava com um servidor do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), que afirmou aos policiais ter retirado o equipamento para corrigir uma falha mecânica. Segundo o relato, o armamento seria devolvido a Bolsonaro no dia seguinte.
Além de cobrar esclarecimentos da defesa, Moraes também determinou que o comandante responsável pela segurança do ex-presidente informe se as determinações judiciais de fiscalização dos veículos que entram e saem da residência estão sendo cumpridas integralmente.
O episódio ocorreu um dia após a apreensão da arma em uma barreira policial no Distrito Federal e adiciona um novo capítulo ao caso envolvendo Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar após condenação na ação relacionada à tentativa de golpe de Estado.