Por Maria Eduarda Moura
O senador Jaques Wagner (PT-BA) negou ter recebido recursos de forma irregular após ser alvo da 9ª fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal. As declarações foram dadas em entrevista à BandNews, na tarde desta quinta-feira (18), horas após a deflagração da ação.
“Nunca recebi dinheiro de ninguém, muito menos de Augusto Lima”, afirmou o parlamentar.
A operação investiga um suposto esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e fraudes financeiras envolvendo o Banco Master. Durante as diligências, a PF apreendeu 49 mil dólares em espécie, o equivalente a cerca de R$ 270 mil, em um endereço ligado ao senador, em Brasília.
Wagner disse que os valores têm origem lícita e afirmou que suas movimentações patrimoniais são compatíveis com a renda declarada. “Esse dinheiro está guardado no cofre, porque nem sempre uso esse dinheiro. Às vezes gasto com cartão”, ressaltou.
O senador também rebateu as suspeitas de que teria recebido vantagens indevidas, entre elas a promessa de um apartamento de luxo em Salvador e viagens em jatinhos particulares. Segundo ele, as acusações relacionadas ao imóvel não procedem.
“É um apartamento que está em construção, aqui em Salvador. Tinha o interesse de ajudar a minha filha a comprar um apartamento desse. Como o Augusto Lima é um investidor, disse a ele: ‘você pode comprar, depois eu recompro’”, explicou, acrescentando que não possui relação com o Banco Master.
Em nota, a assessoria do senador afirmou que Jaques Wagner não é réu, não foi denunciado e não é acusado em nenhum processo relacionado aos fatos investigados. Segundo o comunicado, o parlamentar acompanha as investigações com tranquilidade e mantém confiança na condução do caso.
Sobre o valor apreendido, a assessoria informou que os valores são provenientes de diárias legais, declaradas e não utilizadas em missões internacionais oficiais.
Por fim, o comunicado afirma que Jaques Wagner permanece à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos e diz confiar que “a verdade prevalecerá”. O caso segue sob análise do Supremo Tribunal Federal (STF).