O julgamento dos sete policiais militares acusados pela morte de Geovane Mascarenhas de Santana, ocorrida em 2014, entrou em intervalo na tarde desta quinta-feira (18), no Fórum Ruy Barbosa, em Salvador, após a finalização do interrogatório dos réus. Todos os acusados exerceram o direito ao silêncio parcial durante a sessão, optando por responder às perguntas da juíza presidente, mas não às do Ministério Público (MP).
O caso é analisado pela 1ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Salvador e os trabalhos serão retomados após uma pausa de 30 minutos com a fase de debates orais.
O Ministério Público e a assistência de acusação serão os primeiros a se manifestar, seguidos pelos advogados dos policiais, com tempo estipulado de até 2h30 para cada lado. Caso haja réplica entre as partes, serão concedidas mais duas horas de fala para cada momento antes da deliberação do conselho de sentença.
No banco dos réus estão: o subtenente Cláudio Bonfim Borges, o sargento Daniel Pereira de Souza Santos, os soldados Roberto Santos de Oliveira, Alan Moraes Galiza dos Santos, Alex Santos Caetano e o ex-soldado Jesimiel da Silva Resende.
Todos respondem por homicídio qualificado, sequestro, roubo, ocultação de cadáver e formação de quadrilha.
O soldado Jailson Gomes Oliveira também é julgado pelos mesmos crimes, com exceção da ocultação de cadáver. O júri, que começou na quarta-feira (17) com mais de dez horas de depoimentos de testemunhas, ocorre após a Justiça negar um pedido de adiamento feito pela defesa.
O caso de Geovane Mascarenhas de Santana ganhou repercussão nacional após a busca obstinada do pai da vítima, Jurandy Silva, por hospitais e institutos legais. Em agosto de 2014, o jovem de 22 anos desapareceu após ser abordado por uma guarnição das Rondas Especiais (Rondesp) BTS no bairro da Calçada, ação que foi registrada por câmeras de segurança. Dias depois, os restos mortais do jovem foram localizados com sinais de decapitação e queimaduras em diferentes pontos de Salvador.