Por Záfya Tomaz
A Polícia Federal realizou, nesta quarta-feira (8), uma nova operação na residência do ex-presidente Jair Bolsonaro, em Brasília, para cumprir um mandado de busca e apreensão em busca de armas, munições, acessórios e documentos de registro. A diligência foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.
A operação ocorreu um dia depois de a defesa informar ao STF o paradeiro das duas últimas armas registradas em nome de Bolsonaro que ainda não haviam sido localizadas. Segundo os advogados, todas as dez armas vinculadas ao ex-presidente já estão sob custódia de órgãos públicos ou têm localização conhecida e comunicada às autoridades.
Em publicação nas redes sociais, o advogado João Henrique Nascimento de Freitas afirmou que acompanhou a diligência e disse que nenhum armamento foi encontrado durante a operação. A defesa também criticou a decisão de Moraes, alegando que todas as informações sobre o arsenal já haviam sido prestadas ao Supremo.
Nos últimos dias, o paradeiro das armas passou a ser esclarecido após divergências entre as informações apresentadas pela defesa e pelo Exército. Inicialmente, os advogados afirmaram que oito armas estavam sob custódia do Batalhão de Polícia do Exército, mas o comando militar informou ao STF que possuía apenas seis. Depois disso, a defesa informou que uma espingarda permanece desde a compra em uma empresa importadora no Rio Grande do Sul e que uma pistola Glock está sob responsabilidade da Polícia Civil do Distrito Federal, após ter sido apreendida durante uma blitz.
Onde estão as armas registradas em nome de Bolsonaro
- Pistola Taurus calibre .380 — entregue à Polícia Federal;
- Pistola Taurus calibre .40 — entregue à Polícia Federal;
- Carabina/Fuzil Springfield Armory — entregue à Polícia Federal;
- Espingarda Typhoon — entregue à Polícia Federal;
- Pistola Arex — entregue à Polícia Federal;
- Pistola SIG Sauer — entregue à Polícia Federal;
- Espingarda Maestro Arms Company calibre 12 — permanece sob guarda da empresa importadora, no Rio Grande do Sul;
- Carabina/Fuzil Caracal — está com a Polícia Federal desde 2023;
- Pistola Caracal — está com a Polícia Federal desde 2023;
- Pistola Glock — está sob custódia da Polícia Civil do Distrito Federal, após apreensão em uma blitz.
A localização das armas passou a ser alvo de apuração após a decisão de Alexandre de Moraes que determinou a suspensão do porte de arma de Bolsonaro e o recolhimento de todos os armamentos registrados em seu nome. A investigação continua sob acompanhamento do STF.