MP investiga suposta fraude em Serrinha; ex-prefeito nega irregularidades

Por Redação 13/07/2026, às 17h20 - Atualizado 14/07/2026 às 16h49

O Ministério Público da Bahia (MP-BA) instaurou um inquérito civil para apurar uma suposta fraude de R$ 14,7 milhões na Prefeitura de Serrinha. A investigação envolve compensações de créditos previdenciários realizadas entre outubro de 2021 e setembro de 2022, durante a gestão do ex-prefeito Adriano Lima.

De acordo com o MP, o município teria informado à Receita Federal a existência de créditos para compensar contribuições previdenciárias sem apresentar documentos que comprovassem os valores. A suspeita é de que a compensação tenha sido feita de forma irregular.

A investigação se soma a outras apurações envolvendo o ex-prefeito. Adriano Lima já responde a uma ação por improbidade administrativa relacionada ao mesmo caso e também foi alvo de uma operação da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União (CGU), que investiga suspeitas de fraudes em licitações, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro.

Em nota, Adriano Lima afirmou que sempre atuou dentro da legalidade e disse que apresentará sua defesa no decorrer das investigações.

Segue nota na íntegra

Ex-prefeito de Serrinha e pré-candidato a deputado federal, Adriano Lima nega veementemente qualquer omissão com a Receita Federal

Com relação à notícia veiculada sobre supostas fraudes em contribuições previdenciárias devidas pelo município
na gestão do ex-prefeito de Serrinha, Adriano Lima (PSD), a Assessoria Jurídica do político presta alguns esclarecimentos.

Em primeiro lugar, destaca que as compensações realizadas no período de 2021 e 2022 tiveram origem em créditos previdenciários apurados em razão da incidência irregular de contribuições previdenciárias sobre verbas de natureza indenizatória ou transitória.

A Assessoria Jurídica também informa que o município, amparado por decisões judiciais, realizou a compensação das verbas previdenciárias incidentes nos cinco anos anteriores, tomando como base verbas de caráter indenizatório, tais como salário-maternidade, horas extras, terço de férias, auxílio-transporte, prêmios em pecúnia, auxílio-natalidade e auxílio-funeral, dentre outras. E a Receita Federal exigia, indevidamente, o recolhimento da contribuição previdenciária.

“Reiteramos que todas as compensações possuíam origem e respaldo legal para serem realizadas”, pontua a Assessoria Jurídica de Adriano Lima.

A assessoria também destaca que os procedimentos de auditoria fiscal iniciados pela Receita Federal sequer foram finalizados. Na medida em que os autos dos processos nº 19555.727728/2023-39 e nº 19555.731651/2023-00, que analisam as informações de compensação apresentadas pelo município de Serrinha, encontram-se pendentes de julgamento perante o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF), órgão colegiado da Receita Federal do Brasil responsável pela análise de manifestações e recursos.

“Não há que se falar em qualquer tipo de fraude na medida em que a Receita Federal sequer concluiu a auditoria”, complementa a Assessoria Jurídica.

“Aguardamos o desfecho positivo, por parte da Receita Federal do Brasil, da análise da manifestação apresentada pelo município quanto à origem das compensações, e reiteramos que desconhecemos qualquer conduta omissiva ou fraudulenta praticada durante o período em que o ex-gestor esteve à frente do Executivo Municipal”, frisa a assessoria.

“Durante oito anos, eu e minha equipe nos empenhamos para entregar o máximo em qualidade nos serviços prestados, responsabilidade fiscal e desenvolvimento para o município de Serrinha, e continuaremos nessa árdua, porém grata caminhada, se esse for o desejo do povo baiano”, afirmou Adriano Lima, que é pré-candidato a deputado federal.