Operação contra golpes do falso Pix prende dois suspeitos e bloqueia R$ 10,8 milhões

Por Redação 29/07/2026, às 12h00 - Atualizado às 11h52

Uma operação conjunta do Ministério Público da Bahia (MPBA) e do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) prendeu dois homens investigados por integrar uma organização criminosa especializada em estelionatos virtuais e lavagem de dinheiro. A ação, batizada de Operação Falso Pix, foi deflagrada na manhã desta quarta-feira (29).

Os mandados foram cumpridos por equipes dos Grupos de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaecos). Além das duas prisões, realizadas nas cidades de Cuiabá e Várzea Grande (MT), a operação também executou sete mandados de busca e apreensão.

Segundo o Ministério Público, um dos presos é apontado como liderança operacional do grupo criminoso. A Justiça também determinou o bloqueio de bens e ativos financeiros dos investigados, que somam mais de R$ 10,8 milhões.

As investigações apontam que a organização atuava de forma estruturada, com divisão de funções entre os integrantes. O grupo utilizava aplicativos de mensagens e perfis falsos para se passar por familiares, amigos ou vendedores, convencendo as vítimas a realizar transferências bancárias via Pix sob falsos pretextos.

Ainda conforme a apuração, a maioria das vítimas era composta por idosos ou pessoas em situação de vulnerabilidade, escolhidas por serem mais suscetíveis a golpes baseados na confiança e em laços afetivos.

O Ministério Público identificou ainda que os valores obtidos com as fraudes eram inicialmente depositados em contas utilizadas para movimentar os recursos ilícitos. Em seguida, o dinheiro era transferido rapidamente entre diferentes contas, dificultando o rastreamento financeiro, antes de ser sacado em espécie ou distribuído entre diversos beneficiários para ocultar a origem dos valores.

A investigação teve início após um morador da Bahia ser vítima de um golpe. A pessoa realizou transferências bancárias acreditando estar conversando com um familiar por meio de um aplicativo de mensagens. A partir desse caso, os investigadores identificaram outros episódios semelhantes, reunindo indícios da atuação organizada da quadrilha.

A operação contou com o apoio da Força Tática do 1º e do 2º Comandos Regionais, além de equipes do Grupo de Apoio (GAP) do 1º e do 3º Batalhões da Polícia Militar de Mato Grosso.