O governador da Bahia e candidato à reeleição, Jerônimo Rodrigues (PT) defendeu nesta terça-feira (4), a política de empréstimos adotada pelo Governo do Estado, comentou os contratos com o Banco Master e também saiu em defesa da permanência do secretário estadual do Meio Ambiente, Eduardo Sodré, no cargo, apesar de investigações que citam o auxiliar.
Questionado sobre críticas da oposição em relação às operações de crédito realizadas pelo Estado, Jerônimo afirmou que os empréstimos têm sido fundamentais para viabilizar investimentos, principalmente na área da saúde, e garantiu que as finanças estaduais seguem equilibradas.
“Nós temos o Estado da Bahia com uma Secretaria da Fazenda que coordena um trabalho de rigor fiscal muito rigoroso”, afirmou. Ele acrescentou que a avaliação do Ministério da Fazenda coloca o estado “em boas condições da saúde financeira entre os estados”.
O candidato também ressaltou que a Bahia figura entre os que mais investem no Brasil, apesar de ocupar a 16ª posição em arrecadação. “Não tem como a gente governar, fazer investimentos, sem que a gente recorra ao empréstimo”, disse.
Como resultado da aplicação dos recursos, Jerônimo citou a entrega de 15 hospitais novos no estado. “Nós temos mais oito novos hospitais sendo construídos no Estado, além de cerca de 14 ou 15 hospitais municipais que o Estado cofinancia”, destacou.
Por fim, atribuiu o atual cenário de maior acesso a crédito à relação com o governo federal. “Se nós hoje temos essa facilidade de captação de dinheiro com o presidente Lula, o Rui não teve essa facilidade com o governo Bolsonaro”, afirmou.
Jerônimo defende permanência de secretário
Durante a sabatina, o governador também foi questionado sobre a permanência do secretário estadual do Meio Ambiente, Eduardo Sodré, após ele ser citado em investigações recentes.
Ao responder ao questionamento, Jerônimo descartou um eventual afastamento do auxiliar e afirmou que a decisão está baseada na presunção de inocência.
“Conversei com o secretário. Ele foi citado, não tem nada judicializado que o impeça de poder praticar a sua profissão enquanto um agente nosso do desenvolvimento e fortalecimento do meio ambiente”, justificou o governador.
Em seguida, reforçou que não vê motivos para uma medida imediata.
“Portanto, eu estou ainda dentro do campo da ética. Ele não foi julgado, está respondendo às questões exigidas pela Justiça. Aguardemos para ver o que pode acontecer”, concluiu.
Contratos com o Banco Master
Antes de abordar a situação do secretário, a sabatina também tratou das investigações envolvendo o Banco Master e dos contratos relacionados ao chamado “crédito Cesta”.
Jerônimo negou que a instituição tenha exclusividade atualmente e afirmou que o Estado analisa o tema em conjunto com a Procuradoria-Geral do Estado (PGE).
“A Justiça não determinou em momento algum que nós fizéssemos isso [o rompimento]. O que nós estamos fazendo é cumprir. Não é repasse público, é repasse do consignado, dinheiro do servidor”, explicou.
O governador também afirmou que o Executivo tem colaborado com as investigações.
“Constantemente a Justiça ou a Polícia Federal pede documento, a gente encaminha. Tenho muita tranquilidade no nosso campo de governo sobre o que estamos fazendo de 2023 em diante”, garantiu.
A entrevista foi realizada durante o quadro de entrevistas da TV Aratu, intitulado “Sabatina com o candidato ao governo”.