“Quando os líderes quiserem”: Muniz explica demora para votação do projeto do Kiss & Fly

Por Redação 12/08/2026, às 18h38 - Atualizado às 18h38

O presidente da Câmara Municipal de Salvador, Carlos Muniz (PSDB), afirmou nesta quarta-feira (12) que o projeto que proíbe a cobrança no sistema Kiss & Fly, no Aeroporto Internacional de Salvador, permanece sem previsão para ser votado em plenário. A proposta está em tramitação na Casa há cerca de quatro meses.

O Projeto de Lei nº 108/2026, de autoria do próprio Muniz, prevê a proibição da cobrança pelo acesso às áreas de embarque e desembarque do aeroporto. O sistema implantado pela concessionária Vinci Airports estabelece cobrança de R$ 18 para veículos que ultrapassarem o período de tolerância.

Segundo Muniz, a decisão de adiar novamente a análise ocorreu porque os líderes partidários entenderam que os projetos precisavam passar por uma avaliação mais detalhada. Ele explicou que algumas propostas colocadas em discussão ainda não haviam passado por todas as comissões temáticas da Câmara.

“Mais uma vez, os líderes acharam que o projeto deveria ser mais estudado”, afirmou o presidente da Casa.

Muniz destacou que algumas matérias haviam passado apenas pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), sem a análise das demais comissões responsáveis por avaliar o conteúdo específico das propostas.

O presidente da Câmara disse que os líderes querem analisar os projetos antes de levá-los ao plenário, inclusive para verificar possíveis pontos que possam justificar alterações ou até mesmo a rejeição das matérias.

Questionado sobre quando o projeto do Kiss & Fly deverá ser votado, Muniz não estabeleceu uma data. “Quando os líderes quiserem, na realidade”, respondeu.

A proposta já havia sido anunciada anteriormente como prioridade para votação. Em junho, Muniz chegou a afirmar que o projeto seria apreciado até o dia 17 daquele mês, mas a votação acabou sendo retirada da pauta.

A cobrança do Kiss & Fly passou a ser aplicada no Aeroporto de Salvador em meio a críticas de vereadores e usuários. A Vinci chegou a propor o aumento do período de tolerância de 10 para 15 minutos e isenção para cadeirantes e pessoas com dificuldade de locomoção, mas a alternativa não encerrou a discussão na Câmara.