“Não precisava”, diz diretor sobre ausência de depoimento de Dilma em documentário sobre Temer

Por Redação 14/08/2026, às 14h53 - Atualizado às 15h47

Por Julia Lima, com informações de Záfia Tomaz

Na manhã desta sexta-feira (14), após a exibição especial do documentário “963 Dias – A história de um presidente que recolocou o Brasil nos trilhos”, que conta a trajetória do ex-presidente Michel Temer, enquanto esteve à frente da presidência da República. Bruno Barreto, responsável pela direção do longa, compartilhou o porquê de a também ex-presidente Dilma Rousseff não ter sido um dos personagens entrevistados para o documentário.

No momento da coletiva para a imprensa, ao ser questionado se tinha procurado a ex-presidente para compor o time de fontes do projeto, Bruno disse não precisar de sua fala como entrevistada. Contudo, o diretor afirmou dar voz à sua perspectiva e versão dos fatos que marcaram a sua trajetória com Temer.

“Olha, eu não procurei. A Dilma, eu não precisava gravar com ela; eu dou voz a ela, ela diz ali, ela dá a versão dela do porquê o impeachment está acontecendo”, afirmou. 

Segundo ele, as fontes escolhidas foram personas que poderiam lhe contar informações desconhecidas. Ele ainda defendeu que o objetivo dos depoimentos eram reflexões e não ser espaço para defesa de posições.

“Eu procurei para entrevistar quem ia me dizer o que eu não sabia, quem ia me surpreender, não quem ia me dizer o que eu já tenho no material de arquivo, entendeu? Porque eu queria reflexões, eu não queria defesa de posições. Você vê que ninguém está defendendo posição nenhuma, ninguém está defendendo uma ideologia dos entrevistados”, defendeu. 

Bruno relata também que tentou entrevistar Fernando Haddad, José Dirceu e o jornalista Lauro Jardim, mas os três recusaram o convite.

“Eu tentei gravar com o Haddad e tentei gravar com o Zé Dirceu. E com o Lauro Jardim também, mas eles declinaram. Eu entendo”, destacou o diretor.

Na ocasião, Barreto aproveitou ainda para argumentar sobre as eleições de 2026 e reforçou a defesa sobre a prática de reflexão em períodos eleitorais. “Eu acho que o que a gente mais precisa, sobretudo agora nessa época de eleição, é refletir, é votar com a cabeça e não com o fígado.”, concluiu.

O evento colocou Salvador como a segunda capital a receber uma sessão especial do documentário, após a estreia em São Paulo, e contou com a presença de Temer, personagem norteador do longa, além de empresários, lideranças, convidados e jornalistas.