Bahia mira lideranças de facções e alcança 55 criminosos em 2026

Por Redação 15/08/2026, às 21h00 - Atualizado às 18h03

As forças de segurança da Bahia alcançaram 55 pessoas apontadas como lideranças de facções criminosas entre janeiro e agosto de 2026, segundo dados divulgados pela Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) neste sábado (15). Os suspeitos são investigados por envolvimento com crimes como tráfico de drogas e armas, homicídios, lavagem de dinheiro e corrupção de menores.

Do total, seis lideranças foram localizadas na Bolívia, em operações que envolveram as polícias Militar, Civil e Federal, além da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO) Bahia, Interpol e Polícia Boliviana.

Outros 21 suspeitos foram encontrados em diferentes estados brasileiros. As ações ocorreram em São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Minas Gerais, Espírito Santo, Sergipe e Pernambuco.

O levantamento faz parte da estratégia de Policiamento Orientado pela Inteligência (POI), adotada pela SSP-BA para direcionar as ações contra integrantes de grupos criminosos a partir do cruzamento de informações e investigações.

Faccionado do Baralho do Crime é localizado

Nas últimas 24 horas, uma operação conjunta das polícias Civil e Militar localizou o criminoso conhecido como “3 Bond”, que fazia parte do Baralho do Crime da SSP-BA.

Durante a ação, foram apreendidos um fuzil, uma pistola, carregadores, munições e um veículo com restrição de roubo.

O Baralho do Crime reúne nomes e imagens de pessoas procuradas ou apontadas como integrantes de organizações criminosas com atuação na Bahia. A ferramenta é utilizada para auxiliar na identificação e localização dos suspeitos.

R$ 7 bilhões em bens e valores apreendidos

Além das prisões e localizações de integrantes de facções, a SSP-BA afirma que a estratégia também tem como foco atingir a estrutura financeira das organizações criminosas.

De acordo com o secretário da Segurança Pública, Marcelo Werner, cerca de R$ 7 bilhões foram apreendidos em contas bancárias, imóveis e veículos de luxo.

“Além da captura de lideranças, intensificamos o asfixiamento financeiro do crime organizado”, afirmou Werner.

Segundo a pasta, a atuação conjunta entre forças estaduais e federais tem permitido localizar suspeitos que deixaram a Bahia e passaram a atuar ou se esconder em outras regiões do país e no exterior.

O secretário também afirmou que as operações devem continuar.