Por Maria Eduarda Moura
O debate da Bahia FM com candidatos ao Governo da Bahia, realizado na noite desta quarta-feira (19), não contou com a presença do governador Jerônimo Rodrigues (PT) nem do ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil). Convidado para o encontro, o candidato Ronaldo Mansur (PSOL) foi o único a comparecer.
O encontro estava marcado para as 18h. Com a ausência dos outros dois candidatos convidados, o formato inicialmente previsto foi adaptado para uma entrevista individual com Mansur.
A assessoria de Jerônimo afirmou que o governador estaria em uma agenda institucional previamente marcada para o mesmo horário, no oeste da Bahia. Segundo a equipe, o compromisso estava alinhado há bastante tempo.
O Portal Taktá buscou contato com a equipe de CM Neto que alegou que ele não participaria do debate com a ausência de Jerônimo. “O debate foi inviabilizado pela ausência de Jerônimo. O candidato vai comparecer a uma inauguração de comitê e a um ato no Subúrbio, na capital baiana”, declarou ao Taktá.
ENTREVISTA COM MANSUR
Com a ausência dos nomes que vem polarizando as eleições, Ronaldo Mansur aproveitou o espaço para destrinchar planos e objetivos em um eventual governo.
Durante a entrevista, Mansur apresentou propostas para diferentes áreas da administração estadual.
Na educação, Mansur defendeu concursos públicos e valorização dos professores, com aumento salarial. Na segurança, propôs ampliar os efetivos das polícias, especialmente da Polícia Civil, além de melhorar salários e criar planos de carreira.
“Nós temos que triplicar, sim, o número de policiais civis. Assim como também nós temos que aumentar o número de policiais militares.”
Sobre as contas públicas, Mansur defendeu a renegociação da dívida da Bahia com a União. Segundo ele, o Estado já contratou mais de R$ 20 bilhões em empréstimos e precisa revisar os contratos.
“A gente precisa saber como está essa dívida e não sentar numa cadeira de governo e simplesmente ir passando o cheque.”
Na campanha, o candidato afirmou que o PSOL pretende percorrer os 27 territórios de identidade da Bahia. Ele também criticou a diferença de recursos e tempo de televisão entre as candidaturas. “A gente participa de um processo eleitoral desigual, desde a parte de finanças ao tempo de TV.Nós temos 30 segundos e eles [ACM Neto e Jerônimo] mais de 5 minutos”, concluiu.