TRE barra candidatura de José Estêvão ao Governo da Bahia e gera reação de candidato

Por Redação 24/08/2026, às 17h38 - Atualizado às 17h38

Por Maria Eduarda Moura

O candidato José Estêvão (DC) vai recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para tentar reverter a decisão do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) que indeferiu seu registro para disputar o Governo da Bahia. O julgamento ocorreu nesta segunda-feira (24) e foi concluído por unanimidade.

A decisão está relacionada a uma disputa interna no Democracia Cristã (DC), que apresentou dois nomes para a eleição estadual. Ariel Capistrano e José Estêvão foram escolhidos em convenções diferentes realizadas nos dias 1º e 2 de agosto.

Na primeira convenção, Ariel Capistrano foi escolhido candidato ao governo, com Zé Augusto como vice. No dia seguinte, outra ala do partido realizou uma nova convenção e aprovou José Estêvão para a disputa, tendo Neuzimar Camacam como candidata a vice.

Disputa dentro do DC

A briga também envolve o comando estadual do Democracia Cristã. José Estêvão chegou a obter uma liminar que, segundo ele, garantia a realização da convenção que aprovou sua candidatura.

Em entrevista ao portal Taktá, Estêvão afirmou que a convenção de Ariel Capistrano havia sido invalidada anteriormente pela Justiça e que, mesmo assim, o grupo realizou o encontro. Segundo ele, a decisão posterior do TRE-BA criou uma situação de insegurança jurídica.

“O partido foi vendido e o tribunal corrobora com isso, porque eu tinha uma liminar que me garantia fazer a convenção. O outro lado era uma convenção invalidada pela própria Justiça”, afirmou.

Estêvão também questionou o fato de o tribunal ter considerado válida a convenção adversária. “Eles desrespeitaram a Justiça, não acataram a liminar e fizeram, e o próprio Tribunal, que invalidou a comissão deles, acatou”, declarou.

Por que a candidatura foi indeferida?

Segundo o TRE-BA, o ato partidário que sustentava a candidatura de José Estêvão não estava devidamente homologado. Durante o julgamento, a relatora, desembargadora eleitoral Patrícia Didier, considerou que a ausência dessa homologação impedia o registro da candidatura.

Com a decisão, Ariel Capistrano passou a ser reconhecido pela Justiça Eleitoral como candidato do DC ao Governo da Bahia. José Estêvão, por sua vez, passou a constar como inapto no sistema eleitoral.

Estêvão afirma que a decisão atingiu especificamente sua candidatura ao governo. “Caiu só a chapa de governador. O objetivo era só tirar o governador, a candidatura de governador”, disse.

Estêvão também fez críticas ao adversário dentro do partido. Ao comentar a candidatura de Ariel Capistrano, fez avaliações sobre a formação educacional do político e afirmou que ele estaria sendo utilizado apenas para impedir sua entrada na disputa.

Apesar do indeferimento, José Estêvão afirmou que pretende continuar recorrendo na Justiça Eleitoral.  “Nós vamos lutar até o final”, afirmou.